terça-feira, 21 de abril de 2009

Grupo Bertin MT, Gilmar Mendes, FHC, Lula, Daniel Dantas, fusões Friboi/JBS

Vejam como  deu início o espetacular desvio do BNDES para promover a pecuária no Brasil tornando a JBS - FRIBOI e Holding J&F administrada por Henrique Meirelles&Gilmar Mendes, a maior do mundo.
A TRAMA PELO DOMÍNIO DA PECUÁRIA NO BRASIL
Transferências de recursos feitas pelo Tesouro ao BNDES que começaram em 2008  aumentaram excessivamente a dívida pública, tornando o Brasil insustentável:  “A nossa indústria de tecnologia de ponta foi destruída nos  últimos anos.

  • adendo: a pergunta selecionada pelo Roda Viva? Algo assim: "O sr. Gilmar Mendes tem alguma ideia do porquê das mais de 30 ações impetradas contra o seu irmão prefeito de Diamantino em MS ao longo dos anos jamais terem chegado sequer à primeira instância?"; e suas  relações de com o coronel Sérgio Cirillo, ligado a Hugo Chicaroni, condenado por subornar um delegado federal em nome do banqueiro preso Daniel Dantas.
Prefeito Chico e o irmão-ministro Gilmar Mendes, governador Maggi e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes
Prefeito Chico  o irmão do ministro Gilmar Mendes, governador de MT Maggi e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.  Solenidade do Grupo Bertin, em Diamantino, se transforma em comício e homenagem ao ministro do STF.
  • O Grupo Bertin, merecedor de tanta dedicação do presidente do STF, foi condenado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em novembro de 2007, logo, dois meses depois da assinatura do protocolo, por formação de cartel com outros quatro frigoríficos. Em 2005, as empresas Bertin, Mataboi, Franco Fabril e Minerva foram acusadas pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça de combinar os preços da comercialização de gado bovino no País. Foi obrigado a pagar uma multa equivalente a 5% do faturamento bruto, algo em torno de 10 milhões de reais. No momento em que Gilmar Mendes e Blairo Maggi decidiram turbinar a campanha eleitoral de Diamantino com o anúncio da construção do complexo agroindustrial, o processo do Bertin estava na fase final. Ainda assim, quando a campanha eleitoral de Diamantino começou,  o empenho do ministro Mendes para levar o Bertin passou a figurar como ladainha na campanha do candidato da família, Juviano Lincoln. 
 A assinatura do protocolo de intenções entre o governo do Estado e o Grupo Bertin para a construção de complexo industrial em Diamantino (a 208 km ao Médio-Norte de Cuiabá) de R$ 230 milhões se transformou num ato de agradecimento e de "adoração" ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Mato-grossense de Diamantino, Gilmar é irmão do prefeito Chico Mendes. O evento contou com a presença do governador Blairo Maggi e até do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

O próprio ministro Stephanes, em discurso, afirmou que visitou Diamantino especialmente por causa do convite de Gilmar Mendes, de quem se diz amigo. Maggi chegou a dizer que "Gilmar Mendes vale por todos os deputados e senadores de Mato Grosso. "Ele (Mendes) tem uma força muito grande". O deputado federal de quinto mandato Wellington Fagundes (PR) completou: "O ministro Gilmar tem usado o seu prestígio para beneficiar MT, apesar de não ser nem do Executivo e nem do Legislativo". http://www.rdnews.com.br/blog/topico/page/5/solenidade
Gilmar Mendes, coronel Dantas e Lula da Silva [5]!


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Diamantino, nas entranhas do Centro-Oeste, onde a vetusta imagem do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, nada tem a ver com aquela que lhe é tão cara, de paladino dos valores republicanos, guardião do Estado de Direito, diligente defensor da democracia contra a permanente ameaça de um suposto – e providencial – “Estado policial”. Em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, o ministro é a parte mais visível de uma oligarquia nascida à sombra da ditadura militar (1964-1985), mas derrotada, nas eleições passadas, depois de mais de duas décadas de dominação política.
O atual prefeito de Diamantino, o veterinário Francisco Ferreira Mendes Júnior, de 50 anos, é o irmão caçula de Gilmar Mendes. Por oito anos, ao longo de dois mandatos, Chico Mendes, como é conhecido desde menino, conseguiu manter-se na prefeitura, graças à influência política do irmão famoso. Nas campanhas de 2000 e 2004, Gilmar Mendes, primeiro como advogado-geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso e, depois, como ministro do STF, atuou ostensivamente para eleger o irmão. Para tal, levou a Diamantino ministros para inaugurar obras e lançar programas, além de circular pelos bairros da cidade, cercado de seguranças, a pedir votos para o irmão-candidato e, eventualmente, bater boca com a oposição.
Em setembro do ano passado, o ministro Mendes foi novamente escalado pelo irmão Chico Mendes para garantir a continuidade da família na prefeitura de Diamantino. Depois de se ancorar no grupo político do governador Blairo Maggi, os Mendes também migraram do PPS para o PR, partido do vice-presidente José Alencar, e ingressaram na base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – a quem, como se sabe, Mendes costuma, inclusive, chamar às falas, quando necessário. Maggi e os Mendes, então, fizeram um pacto político regional, cujo movimento mais ousado foi a assinatura, em 10 de setembro de 2007, do protocolo de intenções para a instalação do Grupo Bertin em Diamantino, às vésperas do ano eleitoral de 2008.
Considerado um dos gigantes das áreas agroindustrial, de infra-estrutura e de energia, o Bertin acabou levado para Diamantino depois de instalado um poderoso lobby político capitaneado por Mendes, então vice-presidente do STF, com o apoio do governador Blairo Maggi, a quem coube a palavra final sobre a escolha do local para a construção do complexo formado por um abatedouro, uma usina de biodiesel e um curtume. O investimento previsto é de 230 milhões de reais e a perspectiva de criação de empregos chega a 3,6 mil vagas. Um golpe de mestre, calcularam os Mendes, para ajudar a eleger o vereador Juviano Lincoln, do PPS, candidato apoiado por Chico Mendes à sucessão municipal.
No evento de assinatura do protocolo de intenções, Gilmar Mendes era só sorrisos ao lado do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, a quem levou a Diamantino para prestigiar a gestão de Chico Mendes, uma demonstração de poder recorrente desde a primeira campanha do irmão, em 2000. Durante a cerimônia, empolgado com a presença do ministro e de dois diretores do Bertin, Blairo Maggi conseguiu, em uma só declaração, carimbar o ministro Mendes como lobista e desrespeitar toda a classe política mato-grossense. Assim falou Maggi: “Gilmar Mendes vale por todos os deputados e senadores de Mato Grosso”. Presente no evento estava o prefeito eleito de Diamantino, Erival Capistrano (PDT), então deputado estadual. “O constrangimento foi geral”, lembra Capistrano.
Ainda na festa, animado com a atitude de Maggi, o deputado Wellington Fagundes (PR-MT) aproveitou para sacramentar a ação do presidente do STF. “O ministro Gilmar Mendes tem usado o seu prestígio para beneficiar Mato Grosso, apesar de não ser nem do Executivo nem do Legislativo”, esclareceu, definitivo. Ninguém, no entanto, explicou ao público e aos eleitores as circunstâncias da empresa que tão alegremente os Mendes haviam conseguido levar a Diamantino.

GRUPO BERTIN CONDENADO PELO CADE: Bertin, Mataboi, Franco Fabril e Minerva
O Grupo Bertin, merecedor de tanta dedicação do presidente do STF, foi condenado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em novembro de 2007, logo, dois meses depois da assinatura do protocolo, por formação de cartel com outros quatro frigoríficos. Em 2005, as empresas Bertin, Mataboi, Franco Fabril e Minerva foram acusadas pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça de combinar os preços da comercialização de gado bovino no País. Foi obrigado a pagar uma multa equivalente a 5% do faturamento bruto, algo em torno de 10 milhões de reais. No momento em que Gilmar Mendes e Blairo Maggi decidiram turbinar a campanha eleitoral de Diamantino com o anúncio da construção do complexo agroindustrial, o processo do Bertin estava na fase final.
Ainda assim, quando a campanha eleitoral de Diamantino começou, em agosto passado, o empenho do ministro Mendes para levar o Bertin passou a figurar como ladainha na campanha do candidato da família, Juviano Lincoln. Em uma das peças de rádio, o empresário Eraí Maggi, primo do governador, ao compartilhar com Chico Mendes a satisfação pela vinda do abatedouro, manda ver: “Tenho falado pro Gilmar, seu irmão, sobre isso”. Em uma das fazendas de soja de Eraí Maggi, o Ministério do Trabalho libertou, neste ano, 41 pessoas mantidas em regime de escravidão.
Tanto esforço mostrou-se em vão eleitoralmente. Em outubro passado, fustigado por denúncias de corrupção e desvio de dinheiro, o prefeito Chico Mendes foi derrotado pelo notário Erival Capistrano, cuja única experiência política, até hoje, foi a de deputado estadual pelo PDT, por 120 dias, quando assumiu o cargo após ter sido eleito como suplente. “Foi a vitória do tostão contra o milhão”, repete, como um mantra, Capistrano, a fim de ilustrar a maneira heróica como derrotou, por escassos 418 votos de diferença, o poder dos Mendes em Diamantino. De fato, não foi pouca coisa.
Em Diamantino, a família Mendes se estabeleceu como dinastia política a partir do golpe de 1964, sobretudo nos anos 1970, época em que os militares definiram a região, estrategicamente, como porta de entrada para a Amazônia. O patriarca, Francisco Ferreira Mendes, passou a alternar mandatos na prefeitura com João Batista Almeida, sempre pela Arena, partido de sustentação da ditadura. Esse ciclo foi interrompido apenas em 1982, quando o advogado Darcy Capistrano, irmão de Erival, foi eleito, aos 24 anos, e manteve-se no cargo por dois mandatos, até 1988. A dobradinha Mendes-Batista Almeida só voltaria a funcionar em 1995, bem ao estilo dinástico da elite rural nacional, com a eleição, primeiro, de João Batista Almeida Filho. Depois, em 2000, de Francisco Ferreira Mendes Júnior, o Chico Mendes.
Gilmar nasceu em Diamantino em 30 de dezembro de 1955. O lugar já vivia tempos de franca decadência. Outrora favorecida pelo comércio de diamantes, ouro e borracha por mais de dois séculos, a cidade natal do atual presidente do STF se transformou, a partir de meados do século XX, num município de economia errática, pobre e sem atrativos turísticos, dependente de favores dos governos federal e estadual. Esse ambiente de desolação social, cultural e, sobretudo, política favoreceu o crescimento de uma casta coronelista menor, se comparada aos grandes chefes políticos do Nordeste ou à aristocracia paulista do café, mas ciosa dos mesmos métodos de dominação.
Antes do presidente do STF, a figura pública mais famosa do lugar, com direito a busto de bronze na praça central da cidade, para onde os diamantinenses costumam ir para fugir do calor sufocante do lugar, era o almirante João Batista das Neves. Ele foi assassinado durante a Revolta da Chibata, em 1910, por marinheiros revoltosos, motivados pelos maus-tratos que recebiam de oficiais da elite branca da Marinha, entre eles, o memorável cidadão diamantinense.
Na primeira campanha eleitoral de Chico Mendes, em 2000, o então advogado-geral da União, Gilmar Mendes, conseguiu levar ministros do governo Fernando Henrique Cardoso para Diamantino, a fim de dar fôlego à campanha do irmão. Um deles, Eliseu Padilha, ministro dos Transportes, voltou à cidade, em agosto de 2001, ao lado de Mendes, para iniciar as obras de um trecho da BR-364. Presente ao ato, prestigiado como sempre, estava o irmão Chico Mendes. No mesmo mês, um dos principais assessores de Padilha, Marco Antônio Tozzati, acusado de fazer parte de uma quadrilha de fraudadores que atuava dentro do Ministério dos Transportes, juntou-se a Gilmar Mendes para fundar a Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas de Diamantino, a Uned.
Adendo jan/2014:
Resultado de imagem para assassinato de reputaçõesAnalisando as declarações do Romeu Tuma Junior em seu livro, assassinato de reputações, e a declaração que a  agropecuária no Brasil é uma lavanderia de corrupção do governo petista, analisando a trajetória omissa do Ministro do STF Gilmar Mendes, aliada a conivência do ex-presidente Lula da Silva, fica claro hoje que o Joesley e Wesley Batista(2)  são os laranjas da máfia do governo federal no negócio milionário da carne e frigoríficos no Brasil.                                              
Acredito, que a incorporação dos Frigoríficos Bertin, Mataboi, Franco Fabril e Minerva em Diamantino MT "condenados pelo CADE", e de outras dezenas de aquisições e arrendamentos de frigoríficos no pais não notificados pela empresa e liberados com a intervenção do Gilmar Mendes e do ministro da Agricultura  Reinhold Stephanes, após batizadas de grupo Friboi/JBS e que Henrique Meireles foi administrar as commodities da Holding J&F.  Com a parceria desonesta, calou-se o Lula da Silva vindo a colocar panos quentes em cima da condenação do banqueiro especulador Daniel Dantas, que ninguém mais ouviu falar. 

O frigorifico Minerva MT, procurou o banco BNDES na tentativa de conseguir apoio para sua expansão. Saiu de mãos vazias. Enquanto isso, apoiado pelo banco estatal, o JBS tornou-se o maior produtor de carne processada do mundo, apostando nisso o BNDES na cifra absurda de R$ 18,5 bilhões quando a empresa  em 2010 seu patrimônio líquido era de R$18.450.691 milhões(3).  Não houve até hoje ninguém além de Tuma para falar sobre a fraude milionária que envolve o Lula da Silva: Os frigoríficos.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,aposta-de-r-18-5-bilhoes-do-bndes-em-frigorificos-assusta-concorrentes,585696,0.htm

O ELO ENTRE LULINHA E A FRIBOI

O Lulinha da Gamecorp e de Daniel Dantas é quem se costuma associar publicamente à Friboi. Agora descobrimos a cadeia de ligação completa.
Paulo Roberto Costa já havia dito à Polícia Federal que uma empresa de Bumlai, amigo de Lula e incentivador dos lulinhas, faturou R$ 2,5 milhões em vendas diretas à Petrobras sem necessidade de licitação. Foi através da Immbrax, que fechou contratos dos navios-sonda – os navios-sonda por sua vez têm relação com o famoso bilhete emitido por Marcelo Odebrecht quando estava na prisão. O que se revelou na delação premiada de Fernando Baiano é que o dinheiro desse desvio foi usado para comprar o apartamento da nora de Lula, esposa de lulnha.
A Immbrax foi adquirida pela JBS Friboi. E Bumlai se juntou ao presidente da JBS-Friboi, Wesley Batista, na administração de uma usina de etanol.

No caso da Uned, o irmão-prefeito bem que deu uma mãozinha ao negócio do irmão. Em 1º de abril de 2002, Chico Mendes sancionou uma lei que autorizava a prefeitura de Diamantino a reverter o dinheiro recolhido pela Uned em diversos tributos, entre os quais o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços (ISS) e sobre alvarás, em descontos nas mensalidades de funcionários e “estudantes carentes”. Dessa forma, o prefeito, responsável constitucionalmente por incrementar o ensino infantil e fundamental, mostrou-se estranhamente interessado em colocar gente no ensino superior da faculdade do irmão-ministro do STF,o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), que obteve contratos sem licitação com órgãos públicos e empréstimos camaradas de agências de fomento. 
Em novembro de 2003, o jornalista Márcio Mendes, do jornal O Divisor, de Diamantino, entrou com uma representação no Ministério Público Estadual de Mato Grosso, para obrigar o prefeito a demonstrar, publicamente, que funcionários e “estudantes carentes” foram beneficiados com a bolsa de estudos da Uned, baseada na renúncia fiscal – aliás, proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal – autorizada pela Câmara de Vereadores. Jamais obteve resposta. O processo nunca foi adiante, como, de praxe, a maioria das ações contra Chico Mendes. Atualmente, Gilmar Mendes está afastado da direção da Uned. É representado pela irmã, Maria Conceição Mendes França, integrante do conselho diretor e diretora-administrativa e financeira da instituição.
O futuro prefeito, Erival Capistrano, estranha que nenhum processo contra Chico Mendes tenha saído da estaca zero e atribui o fato à influência do presidente do STF. Segundo Capistrano, foram impetradas ao menos 30 ações contra o irmão do ministro, mas quase nada consegue chegar às instâncias iniciais sem ser, irremediavelmente, arquivado. Em 2002, a Procuradoria do TCE mato-grossense detectou 38 irregularidades nas contas da prefeitura de Diamantino, entre elas a criação de 613 cargos de confiança. A cidade tem 19 mil habitantes. O Ministério Público descobriu, ainda, que Chico Mendes havia contratado quatro parentes, inclusive a mulher, Jaqueline Aparecida, para o cargo de secretária de Promoção Social, Esporte e Lazer.
No mesmo ano de 2002, o vereador Juviano Lincoln (ele mesmo, o candidato da família) fez aprovar uma lei municipal, sancionada por Chico Mendes, para dar o nome de “Ministro Gilmar Ferreira Mendes” à avenida do aeródromo de Diamantino. Dois cidadãos diamantinenses, o advogado Lauro Pinto de Sá Barreto e o jornalista Lúcio Barboza dos Santos, levaram o caso ao Senado Federal. À época, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não aceitou a denúncia. No Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a acusação contra a avenida Ministro Gilmar Mendes também não deu resultados e foi arquivada, no ano passado.
A lentidão da polícia e da Justiça na região, inclusive em casos criminais, acaba tendo o efeito de abrir caminho a várias suspeitas e deixar qualquer um na posição de ser acusado – ou de ver o assunto explorado politicamente.
Em 14 de setembro de 2000, na reta final da campanha eleitoral, a estudante Andréa Paula Pedroso Wonsoski foi à delegacia da cidade para fazer um boletim de ocorrência. Ao delegado Aldo Silva da Costa, Andréa contou, assustada, ter sido repreendida pelo então candidato do PPS, Chico Mendes, sob a acusação de tê-lo traído ao supostamente denunciar uma troca de cestas básicas por votos, ao vivo, em uma emissora de rádio da cidade. A jovem, de apenas 19 anos, trabalhava como cabo eleitoral do candidato, ao lado de uma irmã, Ana Paula Wonsoski, de 24 – esta, sim, responsável pela denúncia.
Ao tentar explicar o mal-entendido a Chico Mendes, em um comício realizado um dia antes, 13 de setembro, conforme o registro policial, alegou ter sido abordada por gente do grupo do candidato e avisada: “Tome cuidado”. Em 17 de outubro do mesmo ano, 32 dias depois de ter feito o BO, Andréa Wonsoski resolveu participar de um protesto político.
Ela e mais um grupo de estudantes foram para a frente do Fórum de Diamantino manifestar contra o abuso de poder econômico nas eleições municipais. A passeata prevista acabou por não ocorrer e Andréa, então, avisou a uma amiga, Silvana de Pino, de 23 anos, que iria tentar pegar uma carona para voltar para casa, por volta das 19 horas. Naquela noite, a estudante desapareceu e nunca mais foi vista. Três anos depois, em outubro de 2003, uma ossada foi encontrada por três trabalhadores rurais, enterrada às margens de uma avenida, a 5 quilômetros do centro da cidade. Era Andréa Wonsoski.
A polícia mato-grossense jamais solucionou o caso, ainda arquivado na Vara Especial Criminal de Diamantino. Mesmo a análise de DNA da ossada, requerida diversas vezes pela mãe de Andréa, Nilza Wonsoski, demorou outros dois anos para ficar pronta, em 1º de agosto de 2005. De acordo com os três peritos que assinam o laudo, a estudante foi executada com um tiro na nuca. Na hora em que foi morta, estava nua (as roupas foram encontradas queimadas, separadas da ossada), provavelmente por ter sido estuprada antes.
Chamado a depor pelo delegado Aldo da Costa, o prefeito Chico Mendes declarou ter sido puxado pelo braço “por uma moça desconhecida”. Segundo ele, ela queria, de fato, se explicar sobre as acusações feitas no rádio, durante o horário eleitoral de outro candidato. Mendes alegou não ter levado o assunto a sério e ter dito a Andréa Wonsoski que deixaria o caso por conta da assessoria jurídica da campanha.
A reportagem  tentou entrar em contato com o ministro Gilmar Mendes, mas o assessor de imprensa, Renato Parente, informou que o presidente do STF estava em viagem oficial à Alemanha. Segundo Parente, apesar de todas as evidências, inclusive fotográficas, a participação de Mendes no processo de implantação do Bertin em Diamantino foi “zero”. Parente informou, ainda, que a participação do ministro nas campanhas do irmão, quando titular da AGU, foram absolutamente legais, haja vista ser Mendes, na ocasião, um “ministro político” do governo FHC. O assessor não comentou sobre os benefícios fiscais concedidos pelo irmão à universidade do ministro.
A reportagem  também procurou o prefeito Chico Mendes. O chefe de gabinete, Nélson Barros, prometeu contatar o prefeito e, em seguida, viabilizar uma entrevista, o que não aconteceu.

Nota:
NTs para análise: Transferências de recursos feitas pelo Tesouro ao BNDES que começaram em 2008  aumentaram excessivamente a dívida pública, tornando o Brasil insustentável:  
4-A fusão dos gruposBertin Diamantino MT e JBS-Friboi. 16 de setembro de 2009. O Banco J.P. Morgan S.A. e o Banco Santander Brasil S.A. atuaram como  assessores financeiros exclusivos da JBS e da Bertin, respectivamente, para a  operação ora descrita. consolidada em 2013, com a aprovação da negociação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O processo foi marcado por discordâncias e reclamações dos irmãos, que chegaram a acionar a Justiça para tentar reverter o resultado.
“Friboi”,  dona das marcas “Swift”, “Swift and Company”, “La Herencia”, “1855 Swift  Premium”, “Maturatta”, “Cabaña Las Lilas”, “Organic Beef Friboi”, “Anglo",  “Mouran”, “Plata”, “King Island”, “Beef City”, “AMH”, “Inalca”, “Montana” e  “Ibise”.
Jeremiah O’Callaghan
Diretor de Relações com Investidores
JBS S.A.
“Bertin”,  dona das marcas “Vigor” “Leco”  “Danúbio”.
Fernando Bertin
Diretor Presidente
Bertin S.A.
empresas de proteína animalformam o quarto grupo em que o BNDESPar mais investe – cerca de 8,5% de sua carteira de ações – atrás apenas dos setores de petróleo e gás, mineração e energia elétrica. “ As “perdas” do BNDESPar, braço de participações do BNDES, com o investimento direto nos maiores frigoríficos do país somam quase R$ 2,56 bilhões. Esse é o prejuízo que o banco de investimento teria se decidisse vender, a preços de mercado naquela data, as ações de JBS, Marfrig e BRF-Brasil Foods que mantém em sua carteira, apesar dos ganhos com esta última. As ações valiam o equivalente a R$ 6,92 bilhões ao preço de fechamento de 19/07/12. Isso significa uma desvalorização de 27% sobre a quantia desembolsada pelo banco, estimada em R$ 9,5 bilhões. O montante desconsidera os R$ 250 milhões investidos em 2008 na compra de 21,8% do capital do Independência, que “viraram pó” depois que a empresa suspendeu suas atividades e entrou em recuperação judicial em 2009.
5- Perguntas a Gilmar Mendes...
1.O sr. sabe algo sobre o "assassinato" de Andréa Paula Pedroso Wonsoski, jornalista que denunciou o seu irmão, Chico Mendes, por compra de votos em Diamantino, no Mato Grosso? - 5.O sr. tem relações com o Grupo Bertin, condenado em novembro de 2007 por formação de cartel? Qual a natureza dessa relação? - 10.O segundo habeas corpus que o sr. concedeu a Daniel Dantas foi posterior à apresentação de um vídeo que documentava uma tentativa de suborno a um policial federal. O sr. não considera uma ação continuada de flagrante de suborno uma obstrução de justiça que requer prisão preventiva? - 12.Por que o sr. se empenhou no afastamento do Dr. Paulo Lacerda da ABIN?13.Por que o sr. acusou a ABIN de grampeá-lo e até hoje não apresentou uma única prova? A presunção de inocência só vale em certos casos? - 20.É verdade que o sr., quando era Advogado-Geral da União, depois de derrotado no Judiciário na questão da demarcação das terras indígenas, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem as decisões judiciais? - -24.Por que o sr. se opôs à investigação das contas de Paulo Maluf no exterior? -http://port.pravda.ru/news/cplp/12-03-2009/26379-perguntasgilmar-0/  --------   LINK Adendo 03/2016: >> 
http://mudancaedivergencia.blogspot.com.br/2016/03/abin-e-os-grampos-que-nega.html
6- “Quero descobrir para onde foi o dinheiro de Diamantino nos últimos 20 anos”, anuncia Capistrano.
A vinda do frigorífico Bertin para Diamantino, comemorada com a presença do ministro Gilmar Mendes; o governador Blairo Maggi chegou a dizer que Gilmar Mendes valia mais do que a bancada de deputados e senadores de Mato Grosso,  a influência do ministro Gilmar Mendes, que trouxe o Bertin para cá. Diamantino na época em que o município foi comandado por Chico Mendes, irmão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Nas campanhas de 2000 e 2004, Gilmar Mendes, primeiro como advogado-geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso e, depois, como ministro do STF, atuou ostensivamente para eleger o irmão. Para tal, levou a Diamantino ministros para inaugurar obras e lançar programas, além de circular pelos bairros da cidade, cercado de seguranças, a pedir votos para o irmão-candidato e, eventualmente, bater boca com a oposição.  A compra do Bertin dona das marcas Vigor, Leco e Danúbio; e a fusão dos gruposBertin e JBS-Friboi. Manipulação dos fundos de pensão e financiamento direto do BNDES, entre outros, são alguns dos mecanismos utilizados no processo. Sem falar na interferência direta do presidente em pessoa, pragmático do poder e vocacionado para tratativas do gênero. O Lula, no ano de 2009, "salvou o capitalismo brasileiro"; Lula nessa época lidera uma “comunidade fraterna sob comando grão-burguês”. Depois da farra neoliberal, o febril ativismo dos potentados (agronegócio, casta financeira, barões da privatização, grandes empreiteiras e oligarquias políticas) prepara o terreno para emergência de mais um surto, agora, do “neodesenvolvimentismo”.  O invólucro político do lulismo florescente restaura o domínio oligárquico e o padrão prussiano da política como emanação do Estado. A euforia no coral dos contentes indica a emergência de mais um "choque de capitalismo", em tudo semelhante aos surtos anteriores: autoritário, excludente, conservador.http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=1&cid=834

7- A JBS esclareceu  junho/2014 à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) quem são os acionistas "pessoa física" por trás da Blessed, empresa americana que detém 65,8% do fundo Bertin FIP. Até 31 de maio, esse fundo detinha 48,51% da FB Participações, controladora da JBS. Na semana passada, a Bertin FIP transferiu suas ações da FB Participações para a J&F Investimentos, holding da família Batista que controla empresas como JBS e Eldorado Celulose.
De acordo com a JBS, a Blessed é controlada por duas companhias: Lighthouse Capital Insurance Company, com sede nas Ilhas Cayman, e U.S Commonwealth Life, com sede em Porto Rico. As duas empresas têm como principal acionista Colin Murdoch-Muirhead, que foi executivo sênior do HSBC nas Bermudas ? onde o executivo também reside, segundo site da Lighthouse.

Além dele, outros diretores de Lighthouse e da U.S Commonwealth também são acionistas da Blessed. São eles Paul Backhouse, James Walker, Nicholas Ferris. Os Bertin sustentavam que a transferência das cotas para a Blessed seria uma "escancarada falcatrua" por meio da falsificação de assinaturas de membros da família Bertin. No auge da disputa, os representantes da Bertin chegaram a acusar a J&F de ser sócia oculta da Blessed, segundo noticiou o jornal "Folha de S. Paulo". Neste ano, os Bertin chegaram a um acordo com os Batista para deixar a sociedade na JBS. http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2014/06/06/jbs-divulga-identidade-de-acionistas-da-americana-blessed.htm

2 comentários:

Anônimo disse...

Puxaram o tapete dos Bertin

Marilda Oliveira disse...

sim. Gilmar Mendes foi o grande responsável pelo Estelionato empresarial da pecuária no Brasil hoje, comunga nas mãos da clã do gado no Brasil com seus ladrões, capangas, estelionatários mais sofisticados mesmo dentro da Justiça brasileira.